Você está lidando com um psicopata, diz Lula sobre Bolsonaro

Após ter as condenações da Lava Jato anuladas pelo STF, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está no centro das atenções da imprensa internacional. Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, o petista criticou o governo de Jair Bolsonaro.

“Você não está lidando com um ser humano normal. Você está lidando com um psicopata, que não tem a menor capacidade de governar”, afirmou sobre a dificuldade do debate com o adversário.

“Nos últimos dois ou três anos, Bolsonaro quase não pronunciou meu nome porque pensava que eu estava fora do jogo – e agora de repente ele percebe que estou segurando todas as melhores cartas e se fosse pôquer ele já teria perdido”, disse.

O Brasil já ultrapassou a marca de 450 mil vidas perdidas para a covid-19. Para Lula, Bolsonaro  “poderia ter evitado metade dessas mortes”. O ex-presidente acredita que a resposta virá nas urnas na próxima eleição.

“Não tenho dúvidas de que ele não escapará de ser julgado pelo povo brasileiro em 2022”, declarou. “Guarde minhas palavras… não será o Lula que derrotará o Bolsonaro. Não haverá nenhum candidato que derrote o Bolsonaro. Será o povo brasileiro quem se libertará do Bolsonaro ”.

Após dizer para o Paris Match que vai ser candidato, Lula preferiu não carimbar a briga pelo Planalto para o diário inglês. Porém, ele garantiu que está se preparando e que deseja mostrar para a população que o “Brasil pode ser feliz novamente”.

“Corri oito quilômetros antes dessa entrevista … e costumo correr 9km por dia, de segunda a sexta-feira, porque andar pelo Brasil vai ser muito difícil, muito cansativo e preciso preparar as pernas para consertar os problemas deste país. Eu farei 77 até [as eleições do próximo ano]. Eu pensei que era velho. Mas então eu vi Biden vencer as eleições aos 78 anos e disse: ‘Bem, eu sou um menino comparado a Biden, então talvez eu fique bem’”, argumentou.

“Assim que o nosso partido tiver seu candidato e estivermos em campanha, quero viajar pelo Brasil, visitar todos os estados, fazer debates, conversar com o povo, visitar as favelas, os recicladores, as pessoas LGBT … Quero falar com a sociedade brasileira para poder dizer: ‘É possível construirmos um novo país … É possível fazer esse país feliz novamente”.

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