Segunda pessoa mais velha do mundo, freira de 116 anos supera a Covid-19

Às vésperas de completar 117 anos, a francesa Lucile Randon, conhecida como irmã Andrée, conseguiu se curar da Covid-19. Ela testou positivo para o novo coronavírus em 16 de janeiro na casa de repouso onde vive, em Sainte Catherine Labouré, em Toulon, e estava em isolamento até esta segunda-feira.

“Eu nem sabia que tinha”, teria dito surpresa a freira, segundo o jornal francês Lavoix Du Nord. Irmã
Andrée conseguiu vencer a Covid-19 na semana do aniversário de 117 anos, celebrado em 11 de fevereiro.

Ela é a pessoa mais velha da Europa e a segunda mais idosa do mundo, atrás somente da japonesa Kane Tanaka, de 118 anos.

Segundo a equipe médica, Irmã Andrée não apresentou sintomas graves, como a maioria dos infectados pela doença na casa de repouso que mora. Viviam 88 idosos no lugar, sendo que 81 contraíram a doença. Dez morreram.

Para proteger os demais idosos da casa de repouso, a equipe isolou a freira durante boa parte de janeiro.

“Ter o europeu mais velho conosco é um motivo de orgulho e também uma imensa responsabilidade”, frisou David Tavella, responsável comunicação da casa de saúde.

Irmã Andrée

Tavella, que se diz “muito apegado” à Irmã Andrée, revelou que, apesar da idade, a freira não demonstrava temer os efeitos do novo coronavírus. “Ela não tinha medo da doença. Estava muito preocupada com os outros moradores”, recorda.

A superação da Covid-19 é mais uma vitória na vida de Irmã Andrée. Cega e parcialmente surda, a freira conseguiu sobreviver às duas Guerras Mundiais (1914-1918 e 1939-1944) após perder os dois irmãos no front de batalha.

Ela é reconhecida pela caridade. Após se converter ao catolicismo aos 27 anos, cuidou de idosos e órfãos abandonados pós-Segunda Guerra Mundial, durante 28 anos, no Hospital Vichy.

Covid-19 controlada em casa de repouso

Após o surto do novo coronavírus que atingiu a casa de repouso onde a freira mora, Tavella garante que as equipes conseguiram controlar a propagação.

Com isso, foram autorizados a retornar pelas autoridades sanitárias francesas as celebrações na capela, refeições em grupos e passeios no pátio do espaço.

“Não entendíamos como, apesar dos gestos de barreira, da setorização, do confinamento dos moradores, o vírus conseguiu se espalhar tão rapidamente”, se surpreende Tavella.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *