Covid-19: Espanha decreta toque de recolher que pode se estender até maio

O governo de Pedro Sánchez decretou um novo estado de alerta, em princípio por quinze dias, mas com a intenção de prolongá-lo até o início de maio.

Este decreto é acompanhado da imposição de um toque de recolher em todo o país das 23h00 às 06h00, exceto nas ilhas Canárias onde a incidência do vírus é menor.

No sábado à noite, ao menos nove regiões espanholas pediram ao governo central para proclamar esse estado de alerta, embora algumas cidades e territórios já tenham se adiantado com restrições e toques de recolher locais, como Madri, Castilla e León (norte), Valença (leste) e Granada (sul).

Sánchez preparou o terreno na sexta-feira ao afirmar que a situação é grave, que “as próximas semanas e os próximos meses” serão “muito difíceis” e que está disposto a tomar “todas as medidas necessárias” para conter a epidemia.

Incidentes na Itália

Vários países europeus já instauraram o toque de recolher.

Na noite de sábado para domingo, dezenas de manifestantes da extrema direita protestaram contra o toque de recolher na Itália e enfrentaram as forças de ordem no centro histórico da capital italiana.

A Itália registrou um recorde de cerca de 20.000 novos casos de coronavírus nas últimas 24 horas, segundo a contagem oficial das autoridades no sábado. No total, o país – o primeiro da Europa duramente afetado pela pandemia – soma 500.000 casos e 37.000 mortos.

Na Bélgica, as autoridades adiantaram o toque de recolher de meia noite para as 22h00, ordenaram o fechamento dos comércios às 20h00 e proibiram as atividades culturais e esportivas a partir de segunda-feira.

Na França, os deputados votaram no sábado para prolongar até 16 de fevereiro o estado de emergência de saúde, um regime de exceção que autoriza o Executivo a aplicar restrições contra a crise.

O toque de recolher de 21h00 às 06h00, que no início envolvia 20 milhões de pessoas, foi ampliado no sábado para 46 milhões de habitantes no país, por seis semanas. A França registra mais de um milhão de casos e no sábado anunciou um recorde de 45.422 novos contágios em 24 horas.

Cerca de 8,5 milhões de pessoas contraíram a covid-19 na Europa, que registra mais de 260.000 mortos.

Recorde diário de casos nos EUA

A pandemia já deixou cerca de 1,2 milhão de mortos no mundo desde o final de dezembro, segundo um balanço da AFP no sábado.

Estados Unidos, o país com mais mortes no mundo, com mais de 224.000 óbitos e 8,6 milhões de casos, registrou no sábado um recorde de novos casos diários pelo segundo dia consecutivo, com cerca de 89.000 em 24 horas.

Na América Latina e Caribe, onde há mais de 387.000 mortos e cerca de 10,8 milhões de casos, a Colômbia superou neste sábado o valor simbólico do milhão de casos de Covid-19 desde o início da pandemia, com 30.000 mortes.

No Chile, mais de 14,7 milhões de chilenos votam neste domingo em um plesbicito para decidir se mudam a Constituição redigida durante a ditadura de Augusto Pinochet.

O país superou no sábado os 500.000 casos e quase 14.000 mortes em quase oito meses.

Por último, o governo argentino anunciou que abrirá as fronteiras para receber turistas de países limítrofes durante a próxima temporada de verão, visando melhorar um setor atingido em cheio pela pandemia de coronavírus.

A Argentina tem as fronteiras fechadas desde 20 de março, quando entrou em confinamento. As restrições continuam vigentes, embora moderadas em Buenos Aires e redondezas, onde vive um terço dos 44 milhões de argentinos.

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