Covas diz que vai reabrir parques na quarentena em São Paulo somente durante a semana

O prefeito Bruno Covas (PSDB) disse nesta segunda-feira (6) que avalia reabrir os parques municipais na quarentena em São Paulo somente durante a semana para evitar aglomerações. A medida deve ser anunciada até sexta-feira (10), uma semana depois que reabertura do comércio foi ampliada.

Embora o governo do estado já tenha liberado a reabertura de shoppings centers há mais de um mês, a reabertura de parques e outras atividades ao ar livre tem tomado mais tempo de estudo pelas autoridades.

“Essa semana a prefeitura deve anunciar quando que serão reabertos os parques municipais. Estamos terminando de discutir com a vigilância sanitária as regras de reabertura, mas eu já posso adiantar que nós vamos anunciar a retomadas dos parques durante a semana”, disse Covas nesta segunda-feira.

“Nós não vamos retomar os parques ainda aos finais de semana para evitar aglomeração, mas até essa sexta-feira, a gente anuncia a data de abertura e do horário”, continuou.

Reabertura do comércio de rua em SP — Foto: Fábio Tito/G1

Reabertura do comércio de rua em SP — Foto: Fábio Tito/G1

Nesta segunda, a cidade avançou na liberação das atividades econômicas, conforme o Plano São Paulo do governo do estado, com a reabertura de bares, restaurantes e salões de beleza, além da ampliação do horário de funcionamento do comércio de rua, dos shoppings, imobiliárias e concessionárias.

A prefeitura prevê o bem-estar da população neste segundo momento. Os Centros Esportivos Municipais foram reabertos nesta segunda-feira, com restrições, e a proposta é de reabrir os mais de 100 parques municipais nos próximos dias.

Na teoria, as academias, teatros, cinemas, salas de espetáculo e eventos culturais também já estão autorizados a funcionar, mas ainda aguardam regulamentação.

No caso das academias, a volta do funcionamento depende da assinatura dos protocolos; a reabertura do setor cultural deve acontecer após pelo menos quatro semanas de estabilidade na fase amarela do Plano São Paulo, por volta do dia 27 de julho.

Antes na fase 2-Laranja do plano estadual, a capital foi agora classificada na fase 3-amarelade flexibilização gradual da quarentena, pois o governo do estado considerou que São Paulo apresentou melhora no desempenho de contenção do coronavírus.

Restaurante bloqueia mesa para fazer separação social entre clientes — Foto: Fábio Tito/G1

Restaurante bloqueia mesa para fazer separação social entre clientes — Foto: Fábio Tito/G1

Regras para bares e restaurantes

O decreto publicado pela Prefeitura de São Paulo estabelece que os bares e restaurantes podem funcionar por 6 horas diárias. Para a prefeitura, esses estabelecimentos poderiam funcionar até as 22h, porém o decreto do estado, que prevalece sobre o municipal, estabelece o limite de horário até 17h.

As praças de alimentação são exceção, e a prefeitura conseguiu vincular seu horário ao dos shoppings, que estão autorizados a funcionar das 6h às 12h ou das 16h às 22h.

Veja abaixo as principais determinações do protocolo:

  • Ocupação máxima de 40% da capacidade do estabelecimento
  • Distância de 2 metros entre as mesas e de 1,5 metro entre as pessoas
  • Máximo de 6 pessoas por mesa
  • Proibição de consumo nas calçadas
  • Atendimento deve ser feito apenas para clientes sentados
  • Uso obrigatório de máscaras por clientes e funcionários no estabelecimento. (Apenas quando estiver sentado em sua mesa, o cliente poderá deixar de utilizar a máscara)
  • Proibição de aglomerações
  • Disponibilizar álcool gel para higienização das mãos
  • Barreiras de acrílico devem ser instaladas nos caixas e balcões de alimentos
  • Temperos e condimentos devem ser fornecidos em sachês
  • Cardápios deverão ser disponibilizados digitalmente ou em quadros na parede
  • Funcionários devem usar máscaras, viseiras de acrílico e luvas
  • Pratos, copos e talheres devem ser higienizados
  • Guardanapos de tecido estão proibidos
  • Ambiente deve ser submetido a um intenso processo de limpeza
  • Funcionários que apresentarem sintomas de síndrome gripal devem ser testados
  • Apoio a colaboradores com dependentes no período em que creches e escolas estiverem fechadas
Funcionária de restaurante em SP usa máscara e protetor facial na reabertura para o público — Foto: Marcelo Brandt/G1

Funcionária de restaurante em SP usa máscara e protetor facial na reabertura para o público — Foto: Marcelo Brandt/G1

Regras para salões de beleza

A Prefeitura de São Paulo também definiu as regras para o funcionamento dos salões de beleza. Veja as principais:

  • Ocupação máxima de 40% da capacidade
  • Uso de máscara obrigatório para funcionários e clientes
  • Distanciamento de 1,5 metro entre as pessoas
  • Atendimentos devem ser agendados, evitando fila de espera
  • Atendimento deve ser individual e com capacidade reduzida
  • Margem de tempo entre atendimentos para que ambiente e equipamentos sejam higienizados
  • Cliente nunca deve ser atendido por mais de um profissional simultaneamente
  • Destinar horário exclusivo para clientes acima de 60 anos ou com comorbidades
  • Cliente deve passar por triagem para avaliar se apresenta sintomas
  • Medir a temperatura de funcionários
  • Atendimentos a domicílio são permitidos, desde que os protocolos de higiene sejam seguidos
Salões de beleza reabrem com restrições de funcionamento nesta segunda em SP — Foto: Marcelo Brandt/G1

Salões de beleza reabrem com restrições de funcionamento nesta segunda em SP — Foto: Marcelo Brandt/G1

Como fica o comércio

No dia 1 de junho, acapital paulista começou o Plano São Paulo diretamente na fase 2- laranja, que significa a possibilidade de abertura econômica de alguns setores, com restrições.

Com isso, o comércio de rua e os shoppings foram reabertos no dia 10 de junho, com horário de funcionamento de 4 horas diárias.

Agora, na fase 3- amarela, as lojas podem funcionar por 6 horas diárias. O mesmo vale para os escritórios, concessionárias e imobiliárias, que também foram liberados na etapa anterior do plano de reabertura econômica.

Plano São Paulo

A quarentena que visa conter o avanço do novo coronavírus começou no dia 24 de março, quando o governo do estado determinou que continuassem abertos somente setores considerados essenciais: saúde, transporte, segurança, limpeza pública, indústrias, bancos e telemarketing.

Em 1º de junho, o governo iniciou o chamado Plano São Paulo para a reabertura gradual das atividades econômicas em fases. O estado foi dividido de acordo com as 17 Divisões Regionais de Saúde (DRS) e a Grande São Paulo foi subdividida em outras 6 microrregiões. A flexibilização da quarentena é feita de modo diferente de acordo com a classificação das regiões por cores.

Os cinco critérios de saúde que baseiam a classificação são: ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTIs); total de leitos por 100 mil habitantes; variação de novas internações, em comparação com a semana anterior; variação de novos casos confirmados, em comparação com a semana anterior; variação de novos óbitos confirmados, em comparação com a semana anterior.

Os critérios definem em qual das cinco fases de permissão de reabertura a região se encontra:

  • Fase 1 – Vermelha: Alerta máximo
  • Fase 2 – Laranja: Controle
  • Fase 3 – Amarela: Flexibilização
  • Fase 4 – Verde: Abertura parcial
  • Fase 5 – Azul: Normal controlado

Na sexta-feira (3) a cidade de São Paulo e 14 municípios da Grande São Paulo se mantiveram na fase amarela. Já a região de Campinas foi rebaixada para a fase vermelha, mais restrita, devido à piora nos indicadores de saúde.

Divisão das regiões do Estado no Plano São Paulo na 5ª fase de atualização — Foto: Divulgação/Governo de SP

Divisão das regiões do Estado no Plano São Paulo na 5ª fase de atualização — Foto: Divulgação/Governo de SP

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