Brasil pode liderar hoje luta pelo futuro sustentável, diz presidente da BlackRock

O presidente da BlackRock, Larry Fink, afirmou que o “Brasil pode liderar hoje a luta pelo futuro sustentável”. A BlackRock é uma das maiores gestoras de recursos do mundo.

“Apesar dos esforços, ainda há uma grande diferença entre onde estão as coisas [medidas de combate à mudança climática] e onde as pessoas gostariam que as coisas estivessem”, disse nesta terça-feira na cerimônia de lançamento da dimensão sustentabilidade da Agenda BC.

Para Fink, os fatores ligados a ESG (sigla em inglês que define práticas sociais, ambientais e de governança) serão “integrados em todos os investimentos” nas próximas décadas.

Na avaliação do gestor, os riscos climáticos “não são bem avaliados e também são mal precificados” pelo mercado atualmente.

Ex-presidente do Banco da Inglaterra, do Banco do Canadá e enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para ação climática e finanças, Mark Carney afirmou que os “riscos climáticos estão no centro dos riscos do sistema [financeiro]”.

Ele também destacou o papel de vanguarda que o Brasil pode ter no combate às mudanças climáticas. “Nenhum país tem mais capital natural do que o Brasil”, afirmou, dizendo que “existe um mercado que não está sendo observado, o de soluções [econômicas sustentáveis] baseadas na natureza”.

“A transição [para a economia verde] é uma das principais oportunidades do nosso tempo, porque haverá amplos investimentos no Brasil e no exterior”, disse.

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